APRESENTAÇÃO DO PROJETO

Com o objetivo de promoção da inovação no setor agrícola nacional no quadro da Parceria Europeia para a Inovação (PEI) para a produtividade e sustentabilidade agrícola, foram criados alguns Grupos Operacionais (GO) que:

  • são parcerias constituídas por entidades de natureza pública ou privada que se propõem desenvolver um plano de ação visando a inovação no setor agrícola;
  • em cooperação, desenvolvem esforços para realizar projetos de inovação que respondam a problemas concretos ou oportunidades que se coloquem à produção;
  • contribuam para atingir os objetivos e prioridades do Desenvolvimento Rural, nas áreas temáticas consideradas prioritárias pelo setor tendo em vista a produtividade e sustentabilidade agrícolas.

Neste contexto, surgiu a oportunidade de, neste GO, se estudar a produção de “Trigo mole com Baixo Teor em Pesticidas”, para a produção de farinhas lácteas para bebés, uma vez que Portugal, pelas suas caraterísticas edafoclimáticas, é um país competitivo na produção deste tipo de trigo e com potencial de crescimento nesta área.

Deste GO, cujo Plano de Ação é proposto para 52 meses, fazem parte as seguintes entidades:

INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária

IPBeja/ESA – Instituto Politécnico de Beja/Escola Superior Agrária

ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais

CERSUL – Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul, S. A.

CABB – Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches

RAGT Semences

EspiralPixel, Unip. Lda.

OBJETIVOS

Este GO propõem assim, encontrar soluções sustentáveis e competitivas para se produzirem trigos BTP, tendo como objetivos a:

  • Seleção – de variedades de trigos BTP, que apresentem maior resistência ou tolerância às principais doenças e pragas que afetam esta cultura, nomeadamente as novas raças de ferrugem amarela;
  • Validação – das variedades selecionadas, através de avaliações fitossanitárias e capacidade produtiva, testando e comprovando o seu comportamento em scale up;
  • Valorização – pelo aumento da área de produção de trigos BTP; planeamento da produção, centralização da armazenagem, transporte e comercialização de lotes maiores e mais homogéneos; garantia de rastreabilidade do produto, desde a sementeira até à obtenção do produto final – o grão;

o que se consegue dando um maior apoio aos agricultores nacionais (principalmente os do Alentejo, onde há maior tradição e áreas cerealíferas) para poderem recorrer a um serviço de aconselhamento e de assistência técnica (por parte dos técnicos das Organizações de Produtores, para otimização do Caderno de Campo desta cultura), de modo a obterem um rendimento superior em culturas de qualidade mais elevada e utilizando menos recursos.