Consumidores mais Informados, Melhores Alimentos

Graças aos desenvolvimentos tecnológicos na área da informação e da comunicação, tornou-se mais difícil para a indústria alimentar enganar os seus consumidores com slogans e publicidades dúbias.

A internet enquanto plataforma permitiu a pesquisa e troca de informação, e isso resultou em consumidores mais educados em relação à qualidade da sua comida, dos seus ingredientes e da forma como esta é produzida.

Muitos produtos e marcas que já existiam há anos no mercado foram obrigados a alterar as suas receitas e ingredientes graças à pressão exercida pelos consumidores.  Se não cederem à pressão de quem compra os seus produtos, estas marcas correm o risco de arruinar permanentemente a sua reputação e viabilidade enquanto negócio.

Cada vez mais os consumidores e a indústria levam a sério a máxima da cultura asiática “o alimento é medicamento” – mostrando também maior preocupação com a qualidade daquilo que a indústria alimentar produz.

Consumidores Motivam Avanços Tecnológicos na Agricultura e Indústria Alimentar

Graças a esta alteração no comportamento dos consumidores e da sua maior consciencialização, o paradigma na área da agricultura e do processamento alimentar mudou no sentido de tornar os produtos alimentares mais saudáveis.

Os produtores deixaram de se focar apenas em obter elevados rendimentos em variedades mais resistentes às doenças e pragas e também aos estresses ambientais, para se focarem também em produzir variedades nutricionalmente mais equilibradas para prevenir doenças e desnutrição. Isto acontece também na indústria do processamento alimentar numa tentativa de desenvolver produtos mais nutritivos e menos nocivos. Tudo isto pensado de forma também a tornar os processos de produção da indústria alimentar mais sustentável.

Tecnologia para Criar Alimentos mais Saudáveis e Nutritivos

Vários alimentos são agora produzidos de forma a conter nutrientes específicos ou ingredientes cuja função é melhorar a nutrição, o sistema imunitário, dar mais energia, prevenir doenças crónicas e reduzir os sinais de envelhecimento físico e neurológico.

Mesmo numa sociedade tão acelerada quanto a nossa, as pessoas querem produtos alimentares que lhes tragam mais saúde e longevidade sem que se tornem menos práticos de consumir. Portanto o desenvolvimento desse tipo de alimentos, com um paladar que seja agradável tornou-se num dos maiores objetivos da indústria neste momento.

Estes desenvolvimentos tecnológicos permitem melhorar o valor nutricional de certos alimentos, alguns exemplos são: trigo com maior conteúdo em zinco e ferro, soja com maior conteúdo de ácido oleico para manter a sua estabilidade e sabor durante a confeção, amendoins com um conteúdo proteico mais equilibrado, tomates com um nível mais alto de antioxidantes, batatas com mais aminoácidos, alho com maior conteúdo de alicina que ajuda a reduzir o colesterol e morangos com mais ácido elágico que ajuda a combater o cancro.

Também foram desenvolvidas formas de reduzir ou substituir por alternativas menos prejudiciais componentes dos alimentos como os açúcares, gorduras e toxinas que por vezes fazem parte da composição natural de um produto.

Alimentos Funcionais que sabem Bem

Para garantir que estes produtos alimentares tenham um alto teor nutricional sem pôr em causa o seu sabor, textura, aparência e funcionalidade, várias tecnologias alimentares foram desenvolvidas. Um dos exemplos é a encapsulação destes ingredientes ativos, que ajuda a manter a estabilidade e viabilidade desses ingredientes mesmo depois de processados, reduz o possível sabor desagradável dos mesmos e pode até controlar a libertação desses ingredientes saudáveis após a ingestão.

O desafio de manter um sabor agradável mesmo com estes ingredientes ativos é um dos maiores impulsionadores destes desenvolvimentos tecnológicos. Os avanços mais recentes na área da genética permitem identificar corretamente os genes responsáveis pela produção de um determinado nutriente, sabor, ou composto tóxico encontrado naturalmente nas plantas e desta forma possibilitando o seu melhoramento.

A fermentação e as enzimas podem ser usadas para reduzir o conteúdo tóxico, alergénico ou anti-nutritivo dos alimentos de origem natural, podem melhorar o sabor e aumentar naturalmente a existência desses nutrientes essenciais e ajudar na sua preservação.


Como Escolher a Comida do seu Bebé

Já sabemos que a introdução da comida após a fase de amamentação do bebé deve ser feita por volta dos 6 meses. É importante que essa introdução seja gradual, e com o uso da colher para que a criança se vá habituando à sua textura e utilização.  

Temos de estar atentos a possíveis alergias e intolerâncias alimentares, e sermos pacientes quando o bebé ainda não se habituou aos novos sabores e texturas das papas. 

Como é que sabemos escolher a comida mais adequada para que o bebé crie bons hábitos alimentares desde pequenino? Como é que podemos saber se é a escolha mais saudável, especialmente quando há tantas marcas ao nosso dispor?  

A comida de supermercado é prática e pode ser realmente nutritiva. Algumas opções, no entanto, são menos saudáveis que outras. Quando formos às compras, devemos prestar atenção aos seguintes factores. 

1. Procurar Alimentos Ricos em Ferro 

O seu bebé precisa de ferro para que o seu corpo e o seu cérebro se desenvolvam, daí a importância de terem fontes de ferro na sua alimentação. O ferro pode vir tanto da carne como de cereais fortificados com ferro.  

  • Carne: Alimentos que contêm um único tipo de carne (frango, peru, vaca) de preferência sem ingredientes adicionais além de água.  
  • Cereais: alimentos com um único tipo de cereal, simples, e fortificados com ferro. Não compre cereais com sabores porque normalmente têm quantidades desnecessárias de açucares e outros ingredientes dispensáveis ao seu bebé. Pode combinar os cereais para bebé com papa de fruta ou vegetais para dar sabor.  

2. Escolher Papas com Vegetais 

 Da mesma forma que o seu bebé não precisa de açúcares adicionados nem conservantes nas suas papas, também não precisa de muito mais além dos vegetais nas mesmas.  

As misturas de vegetais e fruta são de evitar, pois isso habitua o paladar do bebé a só tolerar vegetais se estes forem adoçados com outra coisa. É importante que o bebé se habitue ao sabor próprio dos vegetais para que se habitue a comê-los sem birras quando crescer.  

3. Deixar os Sumos na Prateleira 

O consumo de sumos não é recomendado por muitos pediatras até depois do primeiro aniversário, e mesmo aí continuam a ser dispensáveis.  

O consumo destes sumos com baixo valor nutricional e ricos em açúcares da fruta pode levar a: 

  • Má nutrição 
  • Risco acrescido de cáries 
  • Risco acrescido de diarreia, inchaço e problemas digestivos 
  • Risco de exposição a bactérias através de sumos não pasteurizados 

A melhor opção é o bebé obter as vitaminas e minerais que precisa consumindo fruta e vegetais frescos. Isto também o ajuda a criar bons hábitos alimentares para o futuro! 

4. Ler os Rótulos 

Leia os rótulos para evitar os seguintes ingredientes:  

  • Açúcar Adicionado: pode encontrar nos rótulos como açúcar, açúcar de cana, frutose, xarope, entre outros.   
  • Sal: o sal é um hábito alimentar que se aprende. Evitar comprar comidas com sal pois vai habituar a criança a esse sabor. Os seus rins em desenvolvimento também têm ainda baixa tolerância a este condimento.  
  • Agentes espessantes, como farinhas e amidos. São de difícil digestão e substituem a comida realmente nutritiva.  

A listagem dos ingredientes no rótulo é feita por ordem de quantidade, portanto o que vem em primeiro é o que encontra em maior quantidade na papa. Por exemplo, se a papa é um puré de maçã, então idealmente “maçã” será a primeira coisa a aparecer nessa lista. 

5. Opte por Embalagens de Vidro 

As embalagens de vidro muitas vezes são mais convenientes e menos caras que as de plástico. Removendo a tampa, estas podem ir ao microondas, mexidas e servidas sem complicações e depois reutilizadas ou recicladas.  

Se alimentar o bebé diretamente da embalagem de vidro, deite fora a comida que ficar pois pode ficar contaminado com bactérias do bebé que depois estragam a comida.  

As papas que vêm em saquinhos dos quais o bebé sorve a comida também não são as mais indicadas, pois desta forma o bebé não aprende a processar a comida normalmente.  

Estas embalagens também não lhe permitem ver as condições da comida caso esta tenha bolor ou esteja estragada. Neste caso, é sempre mais seguro verter a papa para uma colher antes de a dar ao bebé. 

papa de bebe

Quando o bebé nasce, a primeira preocupação dos pais é que cresça saudável e feliz… E há muitas formas de o conseguir, sendo que a alimentação, é um pilar base que potencia tudo isto!

 

Sabia que?

  • existe uma associação direta entre aleitamento materno e menor risco de infeções, asma, obesidadediabetes, leucemia, síndrome da morte súbita no latente, entre outras situações clínicas;
  • quando o bebe é amamentado com leite materno, não há necessidade de oferecer outros líquidos. Água, chás ou qualquer outro suplemento, são alguns exemplos. O leite materno é um alimento completo por si só. 

E se até aos 6 meses de idade (sempre que possível), a alimentação do bebé deve ser à base de leite materno, após este tempo, é conveniente diversificar-se o que come, de forma regrada.

Quando se faz a introdução de novos alimentos surgem sempre muitas dúvidas. Mas uma certeza terá que existir – o que a criança comer, deverá promover:

  • a sua saúde e bem-estar;
  • um crescimento e desenvolvimento equilibrado;
  • a criação de bons hábitos alimentares;
  • a sustentabilidade ambiental.    

E que alimento deve ser dado primeiro?

Regra geral, o primeiro alimento a ser introduzido no regime alimentar do bebé, é o caldo/puré de legumes ou a papa de cereais. Se optar pela segunda hipótese, além do elevado valor energético (cerca de 400 kcal/100g), as papas fornecem também:

  • hidratos de carbono;
  • proteínas de origem vegetal;
  • vitaminas e minerais.

 

Sabia que?

  • existem dois tipos de trigo – mole e duro, e que o primeiro é usado para fazer farinhas;
  • há um grupo de investigadores, que se dedica ao estudo e seleção de variedades de trigo mole que apresentem maior resistência ou tolerância às principais doenças e pragas desta cultura;
  • o objetivo deste Grupo Operacional (https://trigobtp.pt/), é valorizar a produção de trigos com baixo teor de pesticidas (trigos BTP), para serem usados nas farinhas para bebé.

Face a este trabalho, que envolve vários parceiros ligados à investigação, produção e indústria, já estão disponíveis no mercado, opções de papas à base de farinha produzida com trigos BTP.

A papa com origem nestes trigos, tem a vantagem de contribuir não só para a saúde do seu bebé, como também, para a preservação do planeta, dado que a matéria prima que lhe dá origem é obtida em condições de maior segurança alimentar, por estar praticamente isenta de químicos de síntese, nomeadamente os pesticidas.

A alimentação das crianças passa por uma fase de transição, entre a alimentação exclusivamente láctea e a alimentação familiar. Esta fase oferece à criança uma nova experiência, com oportunidades de aprendizagem diversa.

Esta nova etapa, além de contribuir para o seu crescimento físico, permite-lhe também um desenvolvimento a vários níveis. Psicossocial, emocional, cognitivo e motor, que se irá traduzir ao longo dos anos, no seu bem-estar.

Dicas para a fase de diversificação alimentar

  • a introdução dos novos alimentos deve ser flexível. Há que ter em conta fatores de ordem cultural, económica, social e questões relacionadas com a própria criança;
  • tanto as papas como os restantes alimentos sólidos devem ser dados com colher e não com biberão. Mas dê tempo à criança para se adaptar à colher;
  • para que o bebé se adapte a novas texturas e novos sabores (bem diferentes do leite materno) e para que seja possível identificar algumas intolerâncias ou reações alérgicas, a introdução das papas e outros alimentos deve ser gradual.

 

 Um bebé feliz depende de si… faça as melhores escolhas!

cimeira nacional invacao agricola

No próximo dia 29 de outubro, Lisboa acolhe a Cimeira Nacional da Inovação na Agricultura, numa iniciativa promovida pelo(a):

  • Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (MAFDR);
  • Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) / Rede Rural Nacional (RRN);
  • Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV);
  • INOVISA em colaboração com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a Agência Nacional de Inovação (ANI) e o APMEI – Agência para a Competitividade e Inovação.

De acordo com a Parceria Europeia de Inovação para a Produtividade e Sustentabilidade Agrícolas (PEI-AGRI), a execução de projetos inovadores assenta na criação de Grupos Operacionais (GO) que reúnam agricultores, investigadores, associações e empresas dos setores agrícola, agroalimentar e florestal e outras partes interessadas.

Sabia que os GO?

  • são parcerias constituídas por entidades de natureza pública ou privada;
  • têm como finalidade ligar a investigação realizada na área agrícola à prática de campo;
  • pretendem responder a problemas concretos ou oportunidades que se coloquem à produção;
  • têm em vista a produtividade e sustentabilidade agrícolas.

Assim, pretende-se reunir neste evento, todos os parceiros de projetos dos GO, bem como de outros projetos de inovação, tendo como objetivos principais:

  • desenvolver sinergias entre equipas e potenciar a rede de networking entre parceiros quer dos GO quer de outros projetos (H2020, FCT, PT 2020, LIFE, …), que trabalham temas de comum interesse, dando enfase às seguintes questões:
    • onde se chegou?
    • o que falta fazer?
    • discutir e contribuir para a Agenda do MAFDR para a Inovação.
  • promover o intercâmbio de boas práticas;
  • identificar desafios comuns e explorar potenciais soluções;
  • apresentar linhas orientadoras para o futuro da inovação no setor.

Durante este evento, haverá ainda lugar à “Atribuição do Prémio da Inovação – Caixa Agrícola”, à Mostra de start-ups – PT e à Apresentação dos Centros de Competências.

Nesta Cimeira Nacional da Inovação na Agricultura, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural irá divulgar todos os projetos dos GO aprovados em Portugal, agrupados por 5 temas:

  1. Horticultura e Fruticultura
  2. Viticultura e Olivicultura
  3. Cereais e Leguminosas
  4. Produção Animal
  5. Florestas

recorrendo quer a pósteres quer a apresentações orais, vulgo pitch, que terão a duração de 3 minutos.

pesticidas

 

Quer este planeta para os seus filhos? Não!

Por isso o GO “Trigos BTP – Baixo Teor em Pesticidas” marcará a sua presença nesta Cimeira!

 

 

Sabia que?

  • o GO Trigos BTP, seleciona e valida variedades de trigo mole, que apresentem maior resistência ou tolerância às principais doenças e pragas que afetam esta cultura;
  • a produção deste trigo, com Baixo Teor em Pesticidas é usado para a produção de farinhas lácteas para bebés.

bebe comida

Fique a par do trabalho deste Grupo Operacional, através do site: https://trigobtp.pt/.

Ajude-nos a divulgar o que de bom se faz na agricultura em Portugal!

trigo sem pesticidas

São cada vez maiores, as evidências de que atingimos um ponto de consumo de recursos naturais e níveis de poluição tão elevados, que será difícil reverter esta situação.

No entanto, ao termos esta consciência, temos também a possibilidade de mudar hábitos para não agravarmos o problema. E podemos começar com atitudes tão simples no dia-a-dia, como:

  • consumir menos;
  • produzir menos resíduos;
  • ter uma alimentação mais saudável e sustentável;
  • apoiar a economia circular;

o que se resume a repensarmos o nosso estilo de vida, tendo presente que, fazemos parte de um todo e que é em conjunto, partilhando experiências e vivências, que podemos ter uma visão mais holística deste caminho evolutivo, que se mostra necessário.

 

E se tem um bebé ou filhos pequenos, mais urgente se torna esta mudança, pois é o futuro deles que está em causa…

“Nós não herdamos a terra dos nossos antepassados, pedimo-la emprestada aos nossos filhos” – Provérbio índio

 

Mas a mudança já está a acontecer em todo o mundo, quer a nível particular quer em diversos projetos governamentais e/ou cofinanciados, de cariz ambiental, social e económico.

Em Portugal, o que se está a fazer?

Existe um Grupo Operacional que está a estudar a possibilidade de produzir trigo mole com Baixo Teor em Pesticidas (trigos BTP) para a produção de farinhas lácteas para bebés.

Neste contexto todos ficam a ganhar, pois os consumidores reforçam a confiança nos produtos que compram, com a certeza de que são seguros, de alta qualidade, made in Portugal e produzidos de acordo com práticas agrícolas amigas do ambiente, promovendo a saúde dos bebés e do Planeta!

trigo comida bebe

Sabia que?

  • as papas para bebés são feitas com trigo mole;
  • uma das doenças mais comuns que atinge este tipo de trigo é a Ferrugem Amarela (cujo agente causal é Puccinia striiformis spp.);
  • este Grupo Operacional está a unir esforços para a caracterização exaustiva e identificação de variedades de trigo mole que sejam resistentes ou tolerantes a esta e a outras doenças e pragas comuns nos trigos.

Uma forma de amar é cuidar…

Ame o seu filho, cuidando da sua alimentação que deve ser sustentável, contribuindo não só para o seu bem-estar físico e emocional como também para a preservação dos recursos terrestres, que são finitos, potenciando assim uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras.

Sabia que?

  • existem 2 tipos de papa de cereais:
  1. a láctea, que já contém leite e é preparada com água;
  2. a não láctea, que deve ser preparada com o leite habitual para o bebé ou leite materno.
  • a papa deve ser dada aos bebés cerca de 15 dias depois da primeira sopa, entre o 4º e o 6º mês de vida (dependendo da informação do pediatra);
  • depois dos 6 meses, a papa já poderá conter glúten (ex: papa de trigo).

Tendo em conta que uma alimentação correta do bebé pode prevenir doenças na idade adulta, é crucial a educação alimentar desde as fases mais precoces da vida.

trigo sem pesticidas

Face ao trabalho que está a ser feito por este Grupo Operacional e à informação que é disponibilizada no website do mesmo (https://www.trigobtp.pt), compete a cada um de nós, nos diversos papeis – pais, professores, cuidadores, educadores, fazer as melhores escolhas e dar o exemplo aos mais novos, promovendo valores que os vão tornar adultos saudáveis, comprometidos e responsáveis.

Importa não só deixar um mundo melhor às gerações futuras, como também, deixar melhores cidadãos ao mundo!

trigo mole comida bebe

Quantas vezes já se questionou, sobre a qualidade dos alimentos que dá ao seu bebé?
Provavelmente muitas, mas nem sempre sabe onde procurar respostas e se realmente elas são credíveis.

Sendo estas preocupações crescentes, temos boas notícias para si!

Com o objetivo de promoção da inovação no setor agrícola nacional no quadro da Parceria Europeia para a Inovação (PEI) para a produtividade e sustentabilidade agrícola, foram criados alguns Grupos Operacionais (GO) que:

  • são parcerias constituídas por entidades de natureza pública ou privada que se propõem desenvolver um plano de ação visando a inovação no setor agrícola;
  • em cooperação, desenvolvem esforços para realizar projetos de inovação que respondam a problemas concretos ou oportunidades que se coloquem à produção;
  • contribuam para atingir os objetivos e prioridades do Desenvolvimento Rural, nas áreas temáticas consideradas prioritárias pelo setor tendo em vista a produtividade e sustentabilidade agrícolas.

A produção de trigo mole com Baixo Teor em Pesticidas (trigos BTP) para a produção de farinhas lácteas para bebés, é uma dessas prioridades!

E assim, está a potenciar-se uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras, não só pela melhoria da condição da saúde, mas do próprio meio ambiente.

Deste Grupo Operacional, cujo Plano de Ação é proposto para 52 meses, fazem parte as seguintes entidades:

INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária

IPBeja/ESA – Instituto Politécnico de Beja/Escola Superior Agrária

ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais

CERSUL – Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul, S. A.

CABB – Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches

Espiralpixel, Unip. Lda.

 

Os objetivos que se pretendem atingir com esta iniciativa são:

  • Seleção – de variedades de trigos BTP, que apresentem maior resistência ou tolerância às principais doenças e pragas que afetam esta cultura, nomeadamente as novas raças de ferrugem amarela;
  • Validação – das variedades selecionadas, através de avaliações fitossanitárias e capacidade produtiva, testando e comprovando o seu comportamento em scale up;
  • Valorização – pelo aumento da área de produção de trigos BTP; planeamento da produção, centralização da armazenagem, transporte e comercialização de lotes maiores e mais homogéneos; garantia de rastreabilidade do produto, desde a sementeira até à obtenção do produto final – o grão;

o que se consegue dando um maior apoio aos agricultores nacionais (principalmente os do Alentejo, onde há maior tradição e áreas cerealíferas) para poderem recorrer a um serviço de aconselhamento e de assistência técnica (por parte dos técnicos das Organizações de Produtores), de modo a obterem um rendimento superior em culturas de qualidade mais elevada e utilizando menos recursos.

Face a esta oportunidade, é importante informar os consumidores do trabalho que está a ser desenvolvido, para que, de forma cada vez mais consciente, também procurem produtos nacionais, com qualidade premium, produzidos de acordo com práticas agrícolas sustentáveis e portanto, mais seguros para os seus bebés.

Cabe a si fazer a escolha!

Pode acompanhar-nos em https://www.trigobtp.pt